Amazonas sofre “apagão aéreo” com voos suspensos para vários municípios

O interior do Amazonas vive um apagão aéreo com o cancelamento de voos regulares pela MAP/Passaredo. A empresa suspendeu os voos alegando que os aeroportos estão fechados por problemas operacionais identificados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A empresa MAP/Passaredo aproveitou o momento para retirar do Amazonas duas aeronaves prefixos PR-MPI 500 e PR-MPW 700 e transferir para São Paulo, passando a operar no aeroporto de Congonhas.

Com essa decisão, todos os voos da empresa no Amazonas foram suspensos, inclusive os de Parintins, surpreendendo os passageiros que já haviam comprado os bilhetes e estavam prontos para viajar e fora. informados da suspensão da viagem por telefone ou e-mail, sem explicação dos motivos do cancelamento.

A MAP já tem antecedentes em deixar clientes sem transporte aéreo como aconteceu em 21 de outubro, quando a empresa suspendeu suas operações nos municípios de Coari, Tefé e Eirunepé (Amazonas), além da cidade de Porto Trombetas (Pará).

Antes de passar para o grupo Passaredo, quando era controlada pelo comandante Marcos Pacheco, a MAP voava para o interior pagando multa por operar em aeroportos não homologados. Depois recorria das multas. Assim conseguia manter a malha aérea para o interior do Amazonas.

Após a aquisição da MAP pela Passaredo a empresa recusou-se a operar nessas condições e ainda retirou as duas únicas e mais modernas aeronaves do Amazonas e as levou para atender o aeroporto de Congonhas e interior de São Paulo com linhas bem mais rentáveis.

Crise no turismo

A MAP fazia três voos por sábado na temporada de pesca esportiva para o município de Barcelos, levando e trazendo mais de 100 passageiros na aeronave ATR 42. Com o cancelamento dos voos está estabelecida crise no turismo de pesca esportiva naquele município.

Todos os demais aviões que a MAP dispõe no Amazonas, incluindo o ATR 42 que pousou de barriga na cabeceira da pista do aeroporto de Manaus, estão retidos em solo sem poder decolar.

O Portal Único tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa da Passaredo, empresa que comprou a MAP em agosto deste ano, mas até o fechamento desta edição eles não retornaram as ligações para explicar os motivos dos cancelamentos.


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