Amazonas Energia vai à Justiça para cortar a luz em condomínios

Empresa diz que inadimplência em casas e apartamentos chega a R$ 62 milhões

As equipes da concessionárias não conseguem autorização para entrar nos residenciais

A Amazonas Energia anunciou, nesta quinta-feira (6), que vai entrar na Justiça contra condomínios de Manaus que impedem a entrada das equipes para efetuar o corte de luz em apartamentos que estão em atraso com a conta. Segundo a empresa, o calote nesses lugares é estimado em R$ 62 milhões.
Do total de 74.987 Unidades Consumidoras (UC) cadastradas dentro de condomínios, cerca de 33% estão em débito com a concessionária. Isso é equivalente a 24.780 unidades habitacionais.

Barrados na portaria

Conforme divulgado pela assessoria, no ano passado, em 65 visitas a condomínios, as equipes foram barradas em 60. Apenas cinco clientes liberaram o acesso e efetuaram o pagamento. “No primeiro trimestre de 2023, a situação foi ainda pior. A concessionária realizou 66 visitas. Em 65, os funcionários da Amazonas Energia ficaram do lado de fora porque não obtiveram autorização para entrar. Apenas um cliente atendeu aos profissionais e pagou a dívida”, informou a empresa.
O caso mais recente aconteceu na quarta-feira (5), quando uma equipe tentou pela 16ª vez entrar em condomínio de casas de luxo, localizado na Zona Oeste de Manaus. No residencial existiam 13 casas com contas em atraso. Um único imóvel acumula dívidas no valor de R$ 33 mil e não permitiu o acesso dos trabalhadores.

Aperto no calote


Segundo o gerente de Recebíveis da empresa, Ítalo Costa, o “aperto” nos condomínios vai ser feito por meio da Justiça. Portando, se na primeira visita o condomínio não liberar a entrada, o síndico ou seu representante recebe uma notificação em que a concessionária explica que o furto de energia é crime previsto no art. 155 do Código Penal Brasileiro.
O documento informa, ainda, que os funcionários da empresa foram proibidos de ter acesso aos equipamentos de medição e à estrutura do sistema de distribuição de energia.
A concessionária esclarece que se a situação não for regularizada, retornará em três dias para efetuar o corte.


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