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Amazonas dá as costas para sua herança cultural indígena

Estado tem a maior população indígena do Brasil mas gestores públicos preferem homenagear pessoas de outras regiões

Prefeitura de Manaus comemora data com agenda de rua. É um começo!

No Dia Internacional da Cultura Indígena ou Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorados neste 9 de agosto, o Amazonas tem pouco ou quase nada para apresentar sobre a valorização de suas raízes indígenas.
Manaus é exemplo claro desse desprezo ostentando seus condomínios com nomes americanizados e afrancesados, avenidas, ruas e viadutos que homenageiam pessoas de outras partes do país e a ausência de um único monumento que homenageie as tribos ou etnias que deram origem à maior parte de sua população.
Não há referências da cultura indígena na capital, a não ser aquelas trancafiadas no Museu do Índio ou no Centro Cultural dos Povos da Amazônia (Bola da Suframa), que a maioria da população sequer visitará um dia. Exceção ao antigo Bairro Ajuricaba, numa referência ao líder indígena que preferiu a morte a ser escravo dos portugueses.
O antropólogo e professor da Ufam Ademir Ramos aponta que o Amazonas é o Estado de maior população indígena de todo o Brasil – cerca de 220 mil indivíduos – com a maior diversidade linguística e cultural do país e um dos primeiros estados a ter uma Política Indigenista Estadual.
Apesar dessa característica, suas manifestações culturais estão restritas a festivais folclóricos na capital e interior, que apresentam cenários, danças e comidas em episódios fragmentados, como se fosse uma cultura exótica e não intrínseca da população.
A Prefeitura de Manaus se lembrou de comemorar a data, apresentando hoje, a partir das 14 até às 22h , um festival de uma feira de artesanato indígena, músicas, danças e comidas típicas no Centro Histórico de Manaus, na Praça Dom Pedro II (centro). É um começo.

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