Alertas de desmatamento na Amazônia caem 39% no primeiro semestre do governo Lula

Dados são preliminares, divulgados pelo Inpe

A taxa deste ano só ficou acima das marcas de 2017 e 2018

Faltando sete dias para o fechamento dos dados do primeiro semestre de 2023, o acumulado de alertas de desmatamento durantes os primeiros 6 meses do ano na Amazônia Legal está em 2.416 km², a terceira menor marca até então para o período na série histórica do Deter, que começou em 2015. Quando comparado com o mesmo período do ano passado, o índice representa uma queda de aproximadamente 39%. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Alertas do Deter

Os alertas são feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). Ele produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²) – tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (por exploração de madeira, mineração, queimadas e outras). A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro, e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.

Série histórica

Até o momento, com os 2.416 km² (uma área do tamanho da cidade de Palmas), a taxa deste ano só ficou acima das marcas de 2017 e 2018, quando o índice chegou a 1.332 e 2.213 km², respectivamente.

Recordes em 2022

No ano passado, os primeiros seis meses acumularam recorde sob recorde. Com isso, em 2022, a Amazônia teve o 1º semestre do ano com maior área sob alerta de desmate em 7 anos.


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