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Mineração Sustentável é possível?

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

A riqueza que vem da floresta

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Brasil, República Democrática do Congo e Indonésia, nações que concentram 52% do total de florestas tropicais do mundo estão unidas em prol da preservação de suas riquezas.

O objetivo da coalizão é valorizar a biodiversidade dos países e promover remuneração justa pelos serviços ecossistêmicos prestados pelas três nações, em especial, em relação ao crédito de carbono oriundo da floresta nativa.

As negociações tiveram início na COP26, que ocorreu em 2021, 140 líderes mundiais se comprometeram a juntar forças para reverter e conter o desmatamento bem como incentivar grupos de trabalhos de produtores e consumidores de commodities de forma a orientá-los quanto as suas práticas de gestão e negócios.

Sabemos que as florestas tropicais são primordiais para evitar a catástrofe ambiental e ao longo da COP27 a responsabilidade acerca das discussões relacionadas à preservação das florestas ficou sob a responsabilidade destas nações que nortearam as negociações referentes ao clima e diversidade com foco em finanças, gestão sustentável e restauração.

A união dos três países também recebeu o apelido de “cartel do bem ou OPEP das florestas” e através da assinatura do acordo trilateral têm a missão de colocar em prática propostas voltadas para o mercado de carbono, reduzir o desmatamento e garantir a preservação da cobertura florestal (manter a floresta em pé).

A aliança defende a necessidade de um audacioso mecanismo de pagamento baseado em resultados para reduzir o desmatamento e fomentar a preservação da floresta por meio da criação e fortalecimento de fundos globais semelhante ao Fundo Amazônia com foco no combate ao desmatamento ilegal e predatório e manter a floresta em pé.

A aliança defende que sejam efetivados mecanismos de pagamento de recursos financeiros para países, estados e empresas que apresentem resultados positivos de redução do desmatamento e preservação da floresta.

Este ousado e interessante acordo de cooperação ambiental prevê ainda o incentivo a cadeias sustentáveis e à criação de projetos de recuperação de áreas degradadas. Além disso, também aborda a proposta de um mecanismo de financiamento com agregação de valor à conservação, recuperação e gestão sustentável das florestas com apoio e parceira do setor privado, dos povos indígenas e das comunidades locais.

A união entre os países almeja aprofundar a cooperação com a finalidade de desenvolver e promover a floresta tropical e a ação climática, com foco nas seguintes áreas: manejo sustentável e conservação da floresta tropical, bioeconomia para pessoas e floresta saudáveis e restauração de ecossistemas críticos e de florestas.


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