fbpx
24 de setembro de 2021
A morte como modelo da VIDA

Coluna:

Por: Maria Ritah

Maria Ritah é atleta ultramaratonista, apresentadora e produtora do programa Conexão Gaia, da radio Logos FM 87.9. Contato comercial 92-991021957

A morte como modelo da VIDA

Maria-Rita

Por Maria Ritah

Eu estava meditando sobre a morte. Que fantástico é pensar na morte. O problema da morte é que somos apegados a vida e quando ela nos visita é como uma faca afiada que corta nossos laços mais íntimos, afastando a pessoa que se foi. Não há como ter essa pessoa de volta para uma simples conversa, ou mesmo fazer as pazes, nem dizer o que não foi dito. Ela se foi e assim é.

Nunca se falou tanto em luto e a dor da partida como nesses tempos. As lamentações de quem fica são justificáveis. Buscar culpados ou causas as vezes, também. Por outro lado, enquanto vivos, a maioria de nós não reflete sobre a morte.

Vou contar uma coisa só vocês:

Em 2002, eu ganhei um livro sobre a história do mais famoso samurai de todos os tempos, MUSASHI. Um romance épico baseado em história japonesa. Eu li este livro como se não tivesse amanhã. Musashi é tipo “E o Vento Levou”, só que melhor (inferência minha rs*).

Eu lembrei deste livro por conta da história dos samurais e sua relação com a morte. Diz a lenda que os samurais sempre meditavam sobre a morte e este exercício diário fazia com que eles não tivessem medo em suas batalhas.

Sério, eles pensavam muito sobre a morte.

Um dos códigos dos samurais era que: “aquele que se considera um guerreiro tem como sua preocupação principal manter em mente a morte, a todos os momentos, dia e noite, da manhã do dia de ano novo até à noite da véspera do ano novo”.

Você está entendendo?

Neste mundo imediatista de informação e busca pela felicidade, é quase inadmissível fazer a meditação dos samurais. Ninguém quer morrer, e muito menos pensar sobre sua própria morte.
Eu sei disso porque na minha experiência como vendedora, também vendo vários planos de previdência funerária do Cemitério Parque Recanto da Paz (precisar me liga), oferecer o serviço é um soco no estômago.
Falar na possibilidade de prever este futuro, fazem o sinal da cruz mil vezes para afastar o “mau” ou dizem que depois de morta pouco importa para onde o corpo vai, que a família cuide.

E toda essa minha reflexão sobre a morte?

O tempo acaba para todos. Não é fácil aceitar, eu sei. Somos apegados, mas é importante dizer que meditar sobre a própria morte deixa a mente mais calma, reduz o medo. Os samurais faziam isso e depois estavam prontos para a batalha.

Tudo bem que os tempos são outros. É sempre preferível fingir que ela não pode acontecer, mas como nas batalhas, a morte está em toda parte, inevitável, assustadora.

Por outro lado…

Mesmo que ninguém acredite na própria morte, é bom saber que você não é somente uma cabeça flutuando por aí. Você, eu, somos físico, mental e espiritual. Não há o que temer, mas sim viver.

Faz sentido para você?

Maria Ritah, é atleta ultramaratonista, apresentadora e produtora do programa Conexão Gaia, da rádio Logos Fm 87.9. Contato comercial 92-991021957

Qual sua Opinião?

Confira Também