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24 de setembro de 2021
A intolerância e a cama de Procusto.

Coluna:

Por: Maria Ritah

Maria Ritah é atleta ultramaratonista, apresentadora e produtora do programa Conexão Gaia, da radio Logos FM 87.9. Contato comercial 92-991021957

A intolerância e a cama de Procusto.

procusto

Por Maria Ritah

Vamos combinar?

O nosso mundo já foi um lugar bem mais simples. A vida difícil dos nossos ancestrais, nem se compara com a nossa. Viviam como nômades, não podia ter casa, tinham que está sempre em movimento caminhando ou correndo independente de qualquer clima. No grupo, o mais forte cuidava do mais fraco.

Milhares de anos se passaram, e hoje vivemos cada vez melhor, com mais conforto, poder, saúde e tecnologia e, segundo pesquisas comportamentais… mais infelizes.

Somos sete bilhões de pessoas em busca de um sentido.

Vivemos mais perto uns dos outros e, nossas relações se tornaram mais complexas. Nossa forma de pensar está mais complicada, cheia de vontades e intolerância. Pensar e ser diferente é sinônimo de segregação na atual cultura do cancelamento.

Isso me lembra o mito grego, Procusto.

Diz a lenda que Procusto era um bandido de estrada que vivia escondido em uma caverna. Quando alguém se aproximava, ele prendia e levava para sua caverna onde amarrava sobre uma cama. Então, ficava analisando as medidas do corpo para saber se sua presa era exatamente do tamanho de seu leito.

Se por um acaso, a vítima deitasse na cama e parte do corpo ficassem fora, Procusto cortava os pedaços para ficar do seu tamanho. Se fosse pequena, o bandido amarrava e espichava até o corpo caber na cama, o que era fatal para a vítima.

Foi o herói grego Teseu, quem acabou com a farra de Procusto, ao lhe infringir o mesmo castigo, cortando sua cabeça e os pés. Até a deusa Atena foi questionar com Procusto sobre seu estranho comportamento. Ele se justificou dizendo estar correto e fazendo justiça porque a cama era dele e as vítimas não cabiam.

De acordo com historiadores, o mito de Procusto é símbolo da intolerância com a justificativa de acabar com as diferenças e enquadrar todas as pessoas a sua maneira viver.
A loucura de qualquer intolerância torna a vida infeliz para todos os grupos. Uma pessoa defende uma causa e é também intolerante com outra causa. Não tem bom senso.

Nas redes sociais, surge um novo nome para intolerância, é a cultura do cancelamento. A pessoa não pensou como você? Bloqueia, cancela, revida, difama… e por aí vai.

Quantos Procustos vivem entre nós?

Passo para vocês.

Maria Ritah, é atleta ultramaratonista, apresentadora e produtora do programa Conexão Gaia, da radio Logos FM 87.9. Me siga na rede social @MARITAHAM . Contato comercial 092-991021957

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