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3 de julho de 2022
A Infraestrutura Essencial para o Desenvolvimento da Amazônia

Coluna:

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

A Infraestrutura Essencial para o Desenvolvimento da Amazônia

MANAUS

Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM e ex-vice-presidente do Corecon-Am

Sabemos que uma infraestrutura adequada é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico de uma região ou mesmo de um país, pois favorece um melhor ambiente de negócios, intensifica a atracão de investimentos, contribui para ampliar a competitividade das empresas e fortalece a geração de emprego e renda.
Entende-se como infraestrutura o conjunto de serviços fundamentais, com destaque para: saneamento, transporte, energia e telecomunicações. Ressaltamos ainda que, uma rede de transportes adequada, disponibilidade de energia elétrica e banda larga livre de oscilações e interrupções a custos competitivos constituem insumos essenciais para alcançar indicadores de desenvolvimento.
Em meio a estes desafios busca-se uma economia mais produtiva e inovadora com foco no enfrentamento de dois gargalos: superar as deficiências que comprometem a produtividade (má qualidade da educação e o alto valor de tributos) e identificar alternativas para o desenvolvimento de competências, focando no aumento da capacidade produtiva e no incentivo à inovação.
Um país com dimensões continentais como o Brasil necessita de políticas infraestruturais regionais dada as peculiaridades de cada uma das cinco macrorregiões brasileiras.
Na região amazônica, por exemplo, muitas são as demandas e grandiosos são os desafios. Em relação à Amazonia, cabe a nós uma indagação: como podemos superar os desafios infraestruturais da Amazônia e contribuir para melhorar os indicadores de desenvolvimento?
Dada as particularidades regionais, precisamos de investimentos em infraestrutura que fortaleçam o compromisso com a biodiversidade, o respeito aos povos da floresta, projetos que reduzam os impactos negativos sobre o clima e a biodiversidade, melhorem as condições de vida das populações locais e que estejam alinhados a um novo modelo de desenvolvimento regional endógeno que fomente a geração de emprego e renda de forma sustentável ao mesmo tempo em que atendam aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Necessitamos de investimentos que contribuam de forma efetiva para a economia regional, reduzindo os impactos negativos sobre o meio ambiente, fomente as cadeias produtivas regionais, valorize os produtos da floresta sem destruí-la e que gere benefícios para as populações tradicionais ao invés de impactá-las ou extingui-las.
A Amazônia e a quase totalidades dos seus municípios necessita de infraestrutura direcionada para: a gestão de resíduos sólidos, o saneamento básico, o acesso à saúde, a universalização da energia elétrica, a educação, a melhoria nos transportes e uma internet de qualidade.
Reforçamos também a necessidade de investimentos em sustentabilidade, em especial ao acesso à tecnologia para trazer o desenvolvimento econômico regional e evitar questões como o extrativismo.
Outro ponto relevante que merece ser salientado é a parceria público-privada, aliando planejamento do setor público à eficiência do setor privado na concessão do bem público para a prestação da infraestrutura, que reflete em maior eficiência e desenvolvimento da economia local.
A participação social se faz imprescindível em todas as fases dos projetos e esses devem incluir no total dos custos os componentes sociais e ambientais. As definições e decisões devem passar, necessariamente, por ouvir as populações locais, protagonistas e verdadeiros interessados, que podem indicar os caminhos da infraestrutura necessária e mais efetiva para a região e suas populações rurais e urbanas.
Por fim, precisamos construir uma nova economia regional (endógena) “economia da floresta” de uma forma colaborativa, que beneficie a todos e contribua para reduzir as vulnerabilidades socioeconômicas regionais.

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