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A importância das hidrovias

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

A Economia Verde é a economia do mundo sustentável?

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A gênese conceitual da Economia Verde surgiu no Relatório Brundtland, também conhecido como “Nosso Futuro Comum” de 1987, ganhando força nas discussões da Conferência Rio + 20, em 2012.

Após a Rio + 20, a expressão “Economia Verde” foi incorporada por governos, empresas e pela sociedade civil, e empregada na formulação e execução tanto de políticas públicas quanto na iniciativa privada. Nesta última, com foco na responsabilidade socioambiental.

Ainda sobre a definição, a EV, resulta em: “melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz os riscos ambientais e a escassez ecológica”. Apresenta três características principais: baixa emissão de carbono, eficiência no uso de recursos e busca pela inclusão social (PNUMA-ONU, 2011).

Para a ONU, a EV constitui um modelo econômico atrativo e promissor, sendo capaz de gerar um acréscimo de R$ 2,8 trilhões ao PIB brasileiro até 2030 e com potencial de geração de 2 milhões de empregos.

Os parâmetros para uma EV, incluem: oferta de empregos, consumo consciente, reciclagem, reutilização de bens, uso de energia limpa e valoração da biodiversidade. Espera-se que seus resultados proporcionem uma melhor qualidade de vida para todos, diminuição das desigualdades entre ricos e pobres, conservação da biodiversidade e preservação dos serviços ambientais.

Assim, para entendermos essa nova economia temos que nos debruçar sobre a definição clássica de desenvolvimento sustentável: “o qual constitui no desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades” e constitui numa busca clara pela igualdade entre gerações.

A transição para o novo modelo econômico possibilita gerar desenvolvimento socioeconômico a partir das riquezas naturais e da sustentabilidade e pode ser implementada tanto por países ricos como pobres.

Para o processo de transição, contamos com a ajuda da ciência, da tecnologia, da inovação e dos investimentos com foco numa economia muito mais rentável, competitiva e preservacionista.

Por fim, respondendo à pergunta inicial. Sim, a Economia Verde é a economia do mundo sustentável e segue quebrando paradigmas pois possibilita a exploração dos produtos da floresta com agregação de valor, geração de emprego, renda e preservação ambiental contribuindo de forma direta para a redução do desmatamento ilegal que hoje constitui um dos maiores desafios para o Brasil e para a Amazônia.


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