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UFAM faz “MUTIRÃO DE PÓS” em São Gabriel da Cachoeira

Por: Ademir Ramos

Professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

A corrupção dos partidos

O tema é recorrente. A discussão sobre os partidos políticos no Brasil faz-se necessária porque estes institutos representam a sustentação da democracia seja ela representativa ou participativa.

Embora esteja em vigor a cláusula de barreira que minimiza o número de partido respaldado na representação junto à câmara federal ainda não tem sido o suficiente para qualificar as ações partidárias no cenário nacional e local, em se tratando de um porto seguro quanto às ações programáticas das legendas, sejam de direita, esquerda ou centro.

As eleições às vezes centrada na volúpia de determinada liderança transformam os partidos em “biruta de aeroporto”. A começar pela afronta ao próprio Estatuto e ao legado da legenda.

Tais lideranças oportunistas são referendadas, quase sempre, pela direção nacional por conveniência ou por interesse de monta mercantil a reduzir o partido em moeda de troca para municiar famílias, grupos e até mesmo corporações corruptas junto aos entes federados.

A comparação com “biruta de aeroporto” não é singular porque também esta prática viciada tem sido apelidada de fisiologista e, nos últimos anos, vem sendo carimbada como “associação criminosa” nos termos do código penal.

Biruta ou corrupta porque fica à mercê dos ventos eleitoreiros e financeiros, fazendo pouco caso a história e as ações programáticas do partido, primando, sobretudo, pelo resultado que determinada liderança julga ser melhor para si e seus cúmplice nesse processo de desmoralização da agremiação e por conseguinte da própria democracia.

A gravidade dos fatos às vezes nos passa despercebida porque achamos que se todo mundo faz, isso é natural. Mas, a redução de um partido político numa associação criminosa ou no conluio oportunistas mercantil é digno de repúdio a exigir dos eleitores conscientes a reprovação nas urnas dos seus candidatos em defesa do poder soberano manifesto na Democracia enquanto forma de governo amparada no direito e no imperativo da Justiça.


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