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Mexeu com ela, “O pau canta”: Que sirva de alerta para a bancada do Amazonas

Por: Ademir Ramos

Professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

A casmurrice do Governador

Nas crônicas do velho Machado o mundo está sempre exposto. Somos todos sujeitos de admiração seja pelos feitos ou por suas faltas.

Na orquestração de seus argumentos e nos diálogos reticentes ouvem-se “sussurros e murmúrios” das salas, gabinetes e corredores a exclamar o quanto o mandatário encontra-se com seu semblante abatido deixando-se afetar talvez pela contradita dos números das pesquisa que denunciam o quanto o seu governo não corresponde à querência do povo tanto na capital como no interior.

De imediato os aduladores procuram remediar tamanho impacto desqualificando as pesquisas de opinião quando não, procuram imputar a responsabilidade as mídias sociais e até mesmo nas secretarias afins alegando falta de comunicação com o grande público como se houvesse uma disfunção nesse segmento palaciano.

Os agentes mais sensatos fazem de tudo para mostrar outras facetas na tentativa de suscitar uma autocrítica do próprio governo quanto à responsabilidade de suas ações fazendo ver que a política não se reduz somente no gozo da paixão das grandes manifestações circense faz-se necessário sincronizar as ações a partir de um planejamento estruturante que garanta o bem viver da população com trabalho, pão e alegria.

O que se sabe é que a política, assim como a história, é dinâmica exigindo dos seus atores a reinvenção de sua arte e dos seus feitos como formas de manifestações das competências e habilidades dos agentes que constituem uma determinada gestão, sob a direção de um governante engajado e responsável dotado de confiança e carisma junto ao povo sem discriminação e qualquer forma de preconceito que resulte na exclusão social.

O governante é na verdade o maestro de uma grande orquestra centrada na unidade das ações e na diversidade das aptidões dos seus constituintes conferidas por um processo de avalição referente à eficácia de suas obras.

Tais feitos devem ser resultantes de suas prioridades que no curso das ações vão se avaliando e redefinindo no tempo aqui e agora.

Tudo isso para se dizer que o planejamento é tão somente uma reta que pode ser pontilhada de variadas formas se o governante for capaz de mobilizar os atores qualificados para operar esse processo dotado dos instrumentos necessários para consecução de seus objetivos, em não sendo a reprovação faz-se notar nas praças, ribeiras, planaltos e nas urnas.


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