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A escola que mata

Por: Ademir Ramos

Professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

8 de Janeiro será uma régua para medir a Política Local e Nacional

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O governo Lula declarou que a data não passará em branco será um marco em defesa da Democracia contra os golpistas bolsonaristas que tramavam rasgar a Constituição, afrontando a Justiça e a vontade soberana da maioria, barrando a posse – governo – de Luiz Inácio Lula da Silva em favor da permanência de Jair Bolsonaro na Presidência da República do Brasil, consumando, dessa feita, o golpe de Estado.

O governo anunciou que fará no dia 08 de janeiro um grande evento às 15h, no Salão Negro do Congresso Nacional. E vai contar com a presença dos chefes do legislativo, executivo e judiciário, além de parlamentares, governadores e representantes da social civil.

Esta é a pauta oficial, mas os holofotes estão voltados para as ruas e praças em todo Brasil. O que chama atenção às vésperas da realização do Ato, em Defesa da Ordem Democrática, é a inercia dos Partidos de esquerda, sobretudo, o PT, que sequer atualiza as notícias no seu Portal.
No Amazonas, em particular em Manaus, o PT e seus federados deveriam ter um projeto político pedagógico para despertar nos corações e mentes dos manauaras a responsabilidade do voto, realizando manifestações públicas que possam mostrar o quanto os atos do governo Bolsonaro foram prejudicais para o bem-estar-social do povo do Amazonas, a começar pelo definhamento da Zona Franca de Manaus acelerando ainda mais a desigualdade social no estado.

A inercia, omissão ou descaso dos Partidos de esquerda no Amazonas também pode ser compreendido como uma tática eleitoreira visando ganhar simpatia dos eleitores do Bolsonaro, visto que Manaus, é um dos faróis da direita troglodita no Brasil.

A situação de Manaus é parecida com São Paulo se reconhecermos a força do movimento antipetista, que sedimenta a barbárie bolsonarista, como bem vimos em suas manifestações no dia 08 de janeiro de 2023, em Brasília.
Se confirmado o imobilismo dos Partidos pró-Lula, o 8 de janeiro será um fiasco, em se tratando da luta pelos Direitos Sociais, mostrando o quanto ainda lateja no eleitorado nacional, o bolsonarismo, particularmente, em Manaus, com a Prefeitura e Governo eleito por essa facção política, então podemos afirmar que o Bolsonaro é uma força corrosiva contra o Estado Democrático de Direito, bem como, a conservação da nossa Amazônia e do Direito fundamental dos povos da floresta.


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